Mais saúde, mais animais em casa!

Estudo realizado por pesquisadores da Finlândia revela que convívio com cães e gatos amadurece sistema imunológico das crianças.

Mais uma prova de que os cães – e agora os gatos – são os melhores amigos do homem. Pesquisadores da Universidade da Finlândia Oriental, na Finlândia, concluíram que crianças que convivem com animais de estimação são mais saudáveis e apresentam menos problemas de infecção respiratória no primeiro ano de vida do que aquelas que não têm contato com os animais. A pesquisa foi publicada da revista americana Pedriatrics.

A equipe acompanhou o primeiro ano de vida de 397 crianças e concluiu que existem alguns fatores indicativos na redução da incidência de problemas respiratórios, embora nessa idade seja comum o aparecimento deste tipo de doenças.

De acordo com os especialistas, o contato com cães e gatos é benéfico principalmente em relação às infecções de ouvido e a diminuição da quantidade de antibióticos dados aos bebês. Isso porque a convivência, seja ela diária ou com certa frequência, interfere no amadurecimento do sistema imunológico da criança que, exposta a germes na quantidade certa, acaba tendo o fortalecimento do sistema de defesa.

Pesquisadores reforçam ainda que a tal exposição é em relação aos microorganismos ‘do bem’, aqueles responsáveis pela alteração dos micróbios que vivem nos intestino da criança, que fazem com que elas fiquem protegidas de alergias e infecções.


Aurora Aguiar

Fonte: Terra.com.br

TREINAMENTO PARA A SUA FORÇA EMOCIONAL


Quando ouvimos falar de treinamento de força, associamos imediatamente ao levantamento de pesos ou algo a ver com força física. Podemos ainda associar a força ao volume da massa muscular, ou a forças externas da natureza, como o vento, a força das marés ou até mesmo a força da gravidade com a qual lidamos todos os dias. Estamos ainda familiarizados com a força de vontade, mas pouco ou nada com o termo força emocional ou fitness emocional. Sabemos que as emoções são poderosas e exercem uma grande impacto na nossa vida, podendo interferir positivamente ou negativamente nos nossos objetivos ou resultados desejados.

FORÇA EMOCIONAL: UMA MAIS VALIA

Aprender a gerir as emoções é uma competência que em muito nos capacita. Ajuda-nos a tomar melhores decisões, a adequarmo-nos melhor às circunstâncias e a lidar de forma mais eficaz com os outros ou com situações desafiadoras. Alguns de nós somos emocionalmente mais fortes do que outros. A pessoa emocionalmente forte pode lidar eficazmente e funcionalmente melhor com desafios exigentes. Não quer dizer que não sofra, que não sinta o impacto avassalador dos acontecimentos, de todo. Claro que sente e sofre com isso, no entanto, a sua capacidade de manter o equilíbrio emocional, suportado pela sua força emocional, permite que se mantenha funcional, adaptado e adequado na sua vida.
Apesar das pressões da vida por vezes serem esmagadoras e a pessoa emocionalmente forte poder ficar abalada, por ser resistente, consegue aplicar estratégias de autoregulação que lhe permitem recuperar e seguir em frente.  A pessoa emocionalmente forte, não se poupará a esforços para encontrar soluções para as dificuldades que surjam, mantendo-se focada em recuperar o seu equilíbrio emocional.
A pessoa que não seja emocionalmente forte, numa primeira fase também irá ficar abalada, quando confrontada com as pressões e os desafios da vida, mas por não ser tão resistente, por vezes cede, perde o foco no caminho da solução ficando mais vulnerável ao aparecimento de problemas psicológicos como a depressão e ansiedade, pode ainda ceder a drogas e álcool para lidar com as situações incapacitantes, enquanto outras podem tornar-se desesperançadas e desistir.
depressão

O QUE NÃO SE USA ATROFIA

Muitas pessoas investem em livros de auto-ajuda à procura de respostas, enquanto outros procuram os serviços de um psicólogo para encontrar soluções e algumas pessoas participam em seminários de desenvolvimento pessoal. E tudo isto é uma mais valia que certamente ajudará num determinado grau. No entanto, todas estas formas de ajuda só serão potenciadas se a pessoa partir para a ação e exercitar a sua musculatura emocional. O que muitas pessoas não percebem é a regra: “o que não se usa perde-se” que se aplica ao treinamento da força física, mas também deve aplicar-se ao treinamento da força emocional.

DEFINIR OS LIMITES EMOCIONAIS

Não há uma fórmula mágica para conseguir desenvolver a força emocional, porém, vamos examinar porque é importante e as diferentes maneiras em que podemos melhorá-la. O primeiro passo para o treinamento da força emocional é definir os seus limites. Se conseguir definir os seus limites emocionais, identificando como é que quer sentir-se e o que seria necessário para sentir-se dessa forma, pode começar a ter a noção das estratégias a tomar. Por exemplo, se você quer ser tratado com respeito, você deve saber o quanto você está disposto a tolerar e aceitar  determinados comportamentos dos outros. Quando os seus limites são definidos, você ensina aos outros como quer ser tratado e como devem tratá-lo. Através da definição e consciencialização dos seus limites emocionais, você estabelece uma barreira de proteção e fertiliza o terreno para a construção de força emocional.
Ao conhecer os seus limites emocionais, saberá reconhecer quando está a sair desses limites ou quando eles estão a ser ultrapassados por outros. Por exemplo, se você tem o seu conjunto de limites bem definido e estiver a lidar com uma relação doentia onde é desprezado e humilhado, um alerta soará na sua mente lembrando de seus limites e instigando à ação para criar a mudança. Como já referi, reconhecer os limites emocionais, pode ajudá-lo a tomar as medidas necessárias para se proteger. Acresce ainda a possibilidade de ir fortalecendo as suas emoções e construção de auto-respeito.
A definição dos limites emocionais, assim como a capacidade os reconhecer quando estão a ser colocados em causa ajuda-o a ficar motivado para alcançar o que você quer sentir. À medida que for percebendo as novas fronteiras a cada dia que passa, vai estabelecendo um novo conjunto de regras e objetivos para si mesmo. Essas regras e objetivos permitem que se movimente de acordo com isso, agindo e comportando-se de tal forma que nessa interação os sentimentos que você quer sentir surgirão. A musculatura emocional vai-se desenvolvendo até ao ponto em que você terá a energia necessária para lidar com os desafios que surgem na sua vida.
Dica: Determine ou perspetive o que você quer sentir, e saiba o que está disposto a aceitar. Saiba o que está disposto a fazer para começar a sentir-se emocionalmente forte. E lembre-se, defina as suas fronteiras emocionais.

LIVRE-SE DA BAGAGEM EMOCIONAL QUE O TEM TRAVADO

O treinamento de levantamento de pesos ajuda a reduzir o risco de lesões, aumenta a força muscular e permite ao corpo suportar o stress externo (forças externas).  O mesmo acontece com o treinamento da força emocional, você fica mais capacitado e melhor equipado para lidar com as crises que vão surgindo na sua vida, ficando menos vulnerável​​. Um passo importante para o treinamento da força emocional é desprender-se da bagagem emocional negativa, paralisante e depreciativa que você possa ter vindo a transportar ao longo do tempo.
É incrível como a bagagem emocional negativa pode permanecer por largos períodos na nossa vida. É como se nos tivéssemos acostumado e ligado tanto a esse passado que torna-se desconfortável o desapego. Você pode ter tido que suportar um trauma grave em criança ou na vida adulta, sentindo-se culpado ou com vergonha acerca de algum evento passado, ou com raiva ou ressentimento. Por exemplo, você pode ter dificuldade em perdoar a alguém pelo mal-estar que lhe infligiu e ter desenvolvido um muro emocional, impossibilitando amar de novo. O treinamento da força emocional só pode ter lugar quando você se libertar do peso desnecessário que transporta em si mesmo e permitir-se a caminhar sem amarras emocionais.
Para aprofundar este assunto, leia: Como libertar-se das angústias do passado

NÃO SE FUNDA AOS ACONTECIMENTOS TRAUMÁTICOS DO PASSADO

Para facilitar o processo de livrar-se da sua bagagem emocional negativa é importante que não deixe que os acontecimentos traumáticos do passado possam definir quem você é. Não deve fundir-se a esses acontecimentos e muito menos confundir-se com eles ao ponto de identificar os seus traços de personalidade com o sucedido. O passado é passado e deve ser usada como lições para o futuro, mas nunca para bloquear o nosso caminho emocional. Evite definir-se por as coisas menos boas que lhe aconteceram no passado, mesmo que tenha contribuído para isso. Aprenda, perceba o que pode fazer de diferente, ou ao invés o que pode evitar fazer. Não deixe que os acontecimentos negativos e traumáticos o definam enquanto pessoa .
Agora é  hora de pôr um fim à velha forma e preparar-se para a libertação emocional.

CONHEÇA A SUA VERDADE

Embarque na aventura de conhecer o seu verdadeiro eu através da definição do seu sistema de valores, aquilo em que acredita, aquilo que faz de você animado, e como você quer ser percebido. Proponha-se a abrir mão de velhas percepções incapacitantes e paralisantes e torne-se emocionalmente forte. Então, como você sabe se precisa de algum treinamento da força emocional?
Responda às seguintes questões:
  • Você fica facilmente zangado, frustrado ou irritado?
  • Como você se avalia a si mesmo?
  • Você carrega um monte de dúvidas?
  • Você fica consumido por pensamentos pessimistas?
  • Quando surgem dificuldades na sua vida, você enfrenta-as ou vai-se abaixo sob a pressão de não conseguir ultrapassar o problema?
  • Você fica muitas vezes triste, sem saber porquê?
  • Você faz autosabotagem aos objetivos a que se propõe?
  • Você vitimiza-se pelos acontecimentos do passado?
  • Você tem dificuldade em expressar os seu sentimentos, com receio de magoar-se?
  • O seu sentimento de culpa, inibe as suas ações?
A construção de força emocional exige uma combinação de autocontrole, disciplina, animo, determinação, coragem e confiança para aprender a lidar com as suas emoções e fortalecê-las.

APRESENTO ALGUNS COMPONENTES IMPORTANTES DO TREINAMENTO DA FORÇA EMOCIONAL:

Condicionamento mental. Tome decisões conscientes para fortalecer as suas emoções. Passe algum tempo sozinho para refletir sobre o que é importante para si e defina os seus limites. Tente perceber o que quer fazer e como quer sentir-se.
Atividade cardiovascular. Os benefícios da atividade física na saúde são evidentes e têm sido muito divulgados. A boa relação com o corpo, reforçado pela atividade física moderada permite melhorar o seu humor através da libertação de endorfinas (químicos que provocam bem-estar) na corrente sanguínea, e energizam-no.
Expresse as suas emoções no seu circulo de amigos e pessoas de confiança. Isso pode ajudar a aliviar a ansiedade, raiva ou stress. Permite ainda ter a oportunidade de trabalhar e processar os seus sentimentos, assim como ter a oportunidade de ser emocionalmente honesto com quem acha que deve.
No inicio da interação com as outras pessoas estabeleça expetativas baixas até que elas ganhem o seu respeito e confiança. Não quero dizer que não se deve mostrar interessado e empático, nada disso, pelo contrário, claro que deve. Mas por vezes, esquecemo-nos que os outros podem não estar no mesmo registo de vida ou de pensamento que nós. Projetamos expetativas nessas pessoas, que nada tem a ver com a forma como olham o mundo, sendo que depois se o retorno deles não for o esperado por nós, temos uma explosão emocional negativa. As interações com os outros devem ser trabalhadas, em conhecimento e desenvolvimento mútuo. Forjadas em acontecimentos e em interrelações fundadas em fatos e experiência vividas, e não em suposições ou ideais fictícios.
Aprenda a apreciar o que você tem e deixe de concentrar-se demasiado no que você não tem. Por vezes os abalos na autoestima e autoconfiança provêem da comparação exagerada com os outros ou até com aquilo que você gostaria de ter e ainda não tem. Foque-se naquilo que tem, nas suas virtudes, nas sua forças e habilidades. Se percebe que pretende melhorar alguns aspetos de si ou da sua vida, ótimo. Com esses aspetos identificados e aceites proponha-se a fazer algo para se ajudar a si mesmo. Crie sentimentos e estados positivos que possam colocá-lo na posse de energia suficiente para trabalhar em algumas das suas fraquezas sem que se sinta mal com isso.
Abra a sua mente e prepare-se para novas informações. Mesmo que possa sentir-se desconfortável ao sair da sua zona de conforto, empurre-se e proponha-se a fazê-lo. Ao estar a experienciar e a processar nova informação vai criando a oportunidade de treinar a sua musculatura emocional.
Não se permita ser vingativo. Aprenda a aceitar alguns acontecimentos que até possam ter sido injustos e permita que a paz entre na sua vida. Por vezes, ruminar muito no assuntos que nos promovem rancor, raiva e indignação só nos faz reviver as situações uma e outra vez, não ajudando em nada a ultrapassar a situação incomodativa.
Permita que os pensamentos positivos possam substituir a negatividade. A capacidade de ir treinando a substituição dos pensamentos negativos que lhe passam na cabeça por pensamento positivos, permite que também reforce a sua habilidade de perceber até que ponto os sentimentos negativos que suportam a negatividade estão a atrapalhar o foco na procura de soluções e de ações que possam criar bem-estar emocional. Expliquei este assunto no artigo: Abandone a negatividade, acabe com o diálogo auto-crítico.
Tenha precaução na ligação que possa ter com algumas pessoas tóxicas que possam interferir na sua vida. Se algumas pessoas não tiverem nada de positivo para oferecer não deve haver espaço na sua vida para elas.
Eduque-se, aprenda e desenvolva-se nas áreas que pretende. Isso permite remover algumas dúvidas que possa ter acerca de si mesmo e construir autoconfiança. Se você for persistente e insistir no seu desenvolvimento pessoal, com o tempo tornar-se-á mais forte emocionalmente. Lembre-se, a repetição é a chave para construir a sua força emocional. Comece hoje mesmo o treinamento para a sua força emocional.
“Não vamos esquecer que as emoções são os grandes capitães de nossas vidas, nós obedecemo-lhes sem nos apercebermos.” – Vincent Van Gogh
“Assuma o controle das suas emoções mais consistentes  e comece conscientemente e deliberadamente a remodelar a sua experiência diária de vida.” – Anthony Robbins

mulher contente

DESENVOLVIMENTO DA CONSCIÊNCIA EMOCIONAL

As emoções são a essência que dão sentido à vida, permite-nos sentir o mundo, entender-nos e a relacionar-nos com os outros. Quando estamos conscientes e conseguimos regular as nossas emoções, conseguimos pensar de forma clara e criativa, gerir o stress e enfrentar os desafios, comunicamos melhor com os outros, expressamos confiança e empatia. Mas, se ao invés perdemos o equilíbrio das nossas emoções, ficamos confusos, ficamos com o raciocínio nublado e por vezes caímos num ciclo de negatividade.

O QUE É A CONSCIÊNCIA EMOCIONAL?

Quer estejamos cientes ou não, as emoções são uma presença constante na nossa vida, influenciando tudo o que fazemos. Ter consciência emocional significa saber o que você está sentindo e porquê. É a capacidade de identificar e expressar o que você está sentindo a cada momento entendendo a conexão entre os seus sentimentos e as suas ações. A consciência emocional também permite que você consiga entender o que os outros estão sentindo e simpatizar ou anemizar com eles.
Consciência emocional envolve duas habilidades básicas:
  • A capacidade de reconhecer a sua experiência emocional, momento a momento.
  • A capacidade de lidar com todas as suas emoções, sem ficar angustiado.

PORQUE É A CONSCIÊNCIA EMOCIONAL IMPORTANTE?

Você já se sentiu deprimido, com ansiedade ou raiva? Você costuma agir impulsivamente, fazendo ou dizendo coisas que sabe que não deveria, arrependendo-se depois? Você já se sentiu desconectado dos seus sentimentos ou emocionalmente vazio? Você tem dificuldade em comunicar com os outros e formar ligações significativas? Você sente que a sua vida é como uma montanha-russa emocional, vivendo os extremos dos seus sentimentos e sem equilíbrio emocional?
Se respondeu afirmativamente a algumas das questões anteriores, é porque você está a passar ou já terá passado por uma interferência na sua consciência emocional.
As nossas emoções, e não os nossos pensamentos, motivam-nos. Sem uma consciência do que você está sentindo, é impossível compreender o seu próprio comportamento, regular apropriadamente as suas emoções e ações, e “ler”  com precisão os desejos e necessidades dos outros.
A consciência emocional ajuda a:
  • Reconhecer quem você é: o que você gosta, o que você não gosta, e o que você precisa.
  • Entender os outros e ter empatia com eles
  • Comunicar-se com clareza e eficácia
  • Tomar decisões sábias baseadas nas coisas que são mais importantes para você
  • Ficar motivado e tomar medidas para cumprir as suas metas
  • Construir relacionamentos fortes, saudáveis e gratificantes

COMO DESENVOLVER A CONSCIÊNCIA EMOCIONAL PODE TRAZER EQUILÍBRIO PARA A SUA VIDA?

“A minha vida é uma montanha russa emocional!”
Por vezes a vida tem altos altos e baixos, mas não temos necessariamente que colocar tudo em causa quando estamos a atravessar uma fase menos boa. Ter consciência das suas emoções, aceitá-las, saber que elas podem ajudá-lo a perceber o mundo pode promover a autoregulaçãoemocional e consequentemente caminhar na vida de forma mais equilibrada
“Eu sempre lamento o que eu digo ou faço.”
Aprenda que apesar de por vezes lamentarmos ter determinado tipo de comportamentos que se comprovam como insatisfatórios, quer para nós quer para os outros, nada invalida que possamos perceber, que gatilhos accionamos para perder o controlo dos nossos pensamentos. Expliquei este assunto no artigo: A sua atitude é uma decisão, a importância de ter uma atitude mental positiva.
Eu não tenho energia.”
Por vezes podemos sentir-nos em baixo. Quando você não tem nenhum problema físico, e ainda assim fica sem vontade para fazer o quer que seja, se a sua vontade paralisou, pode estar a ficar deprimido. Quando você está emocionalmente mais consciente, pode conseguir entrar em sintonia com estes sentimentos, percebê-los e desapegar-se deles,  permitindo fazer uma mudança para melhor.
“As pessoas que eu estou interessado não têm interesse ​​em mim.”
Alguns relacionamentos são difíceis, mas você consegue criar laços duradouros quando se torna emocionalmente mais consciente. Isto acontece porque tem uma noção maior e mais clara do que os outros sentem, como reagem a determinados estados seus, e que acima de tudo também comentem erros de juízo, e você pode perceber isso sem que necessariamente fique constrangido ou melindrado.
“Eu não consigo chegar mais à frente, mesmo sendo inteligente e trabalhando duro.”
Às vezes, chegar-se mais à frente na sua carreira, ou obter sucesso num projeto ou desafio, exige mais do que ser-se inteligente ou esforçar-se. Tornar-se emocionalmente mais consciente é um requisito que pode ajudá-lo a comunicar melhor de forma a que os outros percebam a sua posição.
“As pessoas dizem que sou demasiado frio, por vezes me chama de “robô.”
Querer controlar as emoções é um pau de dois bicos. Pode funcionar, mas na grande maioria das vezes vira-se contra nós. Se você se fechou em si mesmo,  não mostrando qualquer emoção, pode ser perigoso. Se for o caso, você beneficiará se aprender a expressar abertamente as suas emoções, sempre que isso possa ajudar a integrá-lo e a relacionar-se de forma saudável com os outros.

AVALIAR A SUA CONSCIÊNCIA EMOCIONAL

Uma elevada consciência emocional é a base que permite a construção da saúde emocional, boa comunicação e relacionamentos sólidos. Muitas pessoas estão pouco familiarizadas com a experiência da consciência emocional. É surpreendente como algumas pessoas podem facilmente responder à pergunta: “O que você está experimentando emocionalmente?”
Qual é o seu nível de consciência emocional?
  • Você pode tolerar sentimentos fortes, incluindo raiva, tristeza, medo, nojo e alegria?
  • Você sente as suas emoções no seu corpo? Se você está triste ou em baixo, experimenta sensações físicas, como por exemplo no seu estômago e no peito?
  • Você toma grande parte das decisões baseadas em “instintos” ou usa as suas emoções para guiar as suas decisões? Quando os sinais do seu corpo lhe transmitem que algo está errado (aperto no estômago, tensão muscular, nó na garganta) você confia neles?
  • Você está satisfeito com todas as suas emoções? Você permite-se sentir raiva, tristeza ou medo sem julgar ou tentar suprimi-los?
  • Você presta atenção à sua experiência a cada mudança emocional? Você percebe uma variedade de emoções durante todo o dia ou está preso em apenas uma ou duas emoções?
  • Você consegue falar confortavelmente sobre as suas emoções? Você comunica os seus sentimentos honestamente?
  • Você sente que, em geral, os outros entendem e simpatizam com os seus sentimentos? Você está satisfeito com os outros sabendo das suas emoções?
  • Você é sensível às emoções dos outros? É relativamente fácil para você perceber o que as outras pessoas estão sentindo e colocar-se no lugar delas?
Se você não respondeu “normalmente” ou mesmo “às vezes” para a maioria dessas perguntas, não fique preocupado, certamente não está sozinho. A maioria das pessoas não estão emocionalmente conscientes, mas você pode aprender a estar, mesmo que tenha vindo a evitar alguns dos seus sentimentos. Ao aprender a reconhecer, e lidar com as suas emoções, você vai desfrutar de maior felicidade e saúde emocional, bem como melhorar os relacionamentos com os outros.

QUANDO NÃO CONSEGUIMOS LIDAR COM O STRESS, AS EMOÇÕES PODEM ESMAGAR-NOS

Provavelmente você terá muitas dificuldades em gerir as suas emoções se não souber como gerir o stress. As emoções são imprevisíveis, fluídas e temporárias. Nós nunca temos plena certeza das nossas respostas emocionais, e quando o stress se faz sentir, nem sempre temos tempo ou oportunidade de restabelecer o equilíbrio emocional, como por exemplo, sair para fazer uma corrida, ou tomar um banho quente de espuma . O que você precisa são ferramentas psicológicas que permitam saber lidar com o stress de maneira rápida e no momento presente.
Dica: A consciência emocional depende de sua habilidade de rapidamente conseguir aliviar o stress.
A consciência emocional requer a capacidade de saber lidar com o stress, em tempo útil. A capacidade de rapidamente reduzir o stress permite com segurança enfrentar as emoções fortes, de forma confiante e tendo um elevado grau de certeza de que você será capaz de manter a calma e o controle, mesmo quando algo perturbador acontece. Assim que saiba como acalmar-se quando começar a sentir-se angustiado, você pode conseguir explorar as emoções que parecem ser desagradáveis ​​ou assustadores.
Para aprofundar o assunto, leia: Descubra o poder dos sentimentos negativos

EMOÇÃO: UMA FACA DE DOIS GUMES

A emoção é uma faca de dois gumes que se destina a ajudar, mas também pode prejudicar. Se você é uma pessoa que não sabe lidar com as suas emoções, ou se vive com uma pessoa que não sabe fazê-lo, pode ter vindo a experienciar sentimentos que podem parecer assustadores e esmagadores. O medo e impotência, são sentimentos que nos podem causar paralisia nas nossas ações, deixamos de agir,  ou desconectamo-nos do mundo, inibindo a capacidade de pensar racionalmente e levando a que possamos dizer e fazer coisas das quais nos possamos arrepender mais tarde.
Muitos comportamentos de dependência e comportamentos não desejados ou inadequados estão enraizados na incapacidade de atender às situações emocionalmente stressantes.
Formas comuns (desvantajosas) de controlar ou evitar as emoções:
  • Distrair-se com pensamentos obsessivos, fantasias escapistas, entretenimento fútil, e comportamentos de dependência, a fim de evitar as emoções que teme ou que não gosta. Assistar à televisão durante horas, jogar jogos de computador e navegar na Internet são formas comuns (prejudiciais) evitarmos lidar com os nossos sentimentos.
  • Colar-se a uma resposta emocional que você se sinta confortável, não importa a exigência ou necessidade da situação. Por exemplo, verbalizar constantemente piadas para encobrir algumas inseguranças ou ficar com raiva o tempo todo para evitar a sensação de medo e tristeza.
  • Evitar as emoções intensas. Se você se sentir angustiando e detroçado pelas suas emoções, você pode lidar com isso fechando-se em si mesmo. Você pode sentir-se completamente desconectada das suas emoções, ou preferir evitar ter determinados sentimentos.
O lado oculto (por vezes vantajoso)  das emoções desagradáveis:
  • A raiva pode ser tanto incapacitadora como reparadora. Se você está fora de controle, a sua raiva pode colocar os outros em perigo ou a si mesmo. Mas a raiva também pode proteger e preservar a vida. A raiva é uma emoção com muita energia que pode ser usado para salvar a vida através da mobilização de todo o organismo. Ou pode ainda transformar-se em determinação nos inspirar à ação criativa.
  • A tristeza pode levar à depressão, mas também pode promover o equilíbrio emocional. O sentimento de tristeza é uma chamada de atenção para algo que não está bem na nossa vida. Normalmente desacelera-nos, faz-nos parar, e eventualmente aceitar o que estamos experimentando emocionalmente. A tristeza pode despertar-nos para a importãncia das coisas, e porque motivo ficamos em baixo. pode ajudar-nos a perceber o que valorizamos e porque razão devemos fazer coisas para voltarmos a sentir-nos bem. Expliquei este assunto no artigo: Tristeza, qual o seu propósito?
  • O medo pode ser debilitante, mas também provocar reações salva-vidas que nos protegem do mal ou até promover os nossos objetivos. O medo é uma emoção profundamente forte, podendo encaminhar-nos para a raiva ou para a depressão. O medo avassalador pode ser uma barreira que nos separa dos outros, ou que nos impede de nos propormos a desafios por receio do fracasso, mas o medo também sustenta a vida pela sinalização do perigo e ou pela forte disponibilização de energia que pode ser transforamda em algo muito bom pela ação da coragem. Expliquei este assunto nos artigos: Medo, livre-se dessa sensação incapacitante e Aproveite o seu medo para atingir os objetivos desejados.
A saber: Evitando as emoções que não gostamos, distanciamo-nos das emoções prazerosas.
Quando nos desconectamos das emoções que não gostamos (as emoções que achamos assustadoras e avassaladoras) corremos o risco de automaticamente afetarmos emoções intensamente positivas como a alegria, que nos equilibram e sustentam em tempos difíceis e desafiadoras. Podemos superar a perda e grandes desafios, mas apenas se mantivermos a nossa capacidade de sentir alegria. As emoções alegres e que nos fazem sentir bem, permitem relembrar-nos que quando enfrentamos tempos difíceis, a vida vale a pena e pode ser maravilhosa, assim como terrível.
mulher triste

ACEITE TODAS AS SUAS EMOÇÕES

Se você nunca aprendeu a lidar com o stress, ou não sabe lidar com pensamentos e sentimentos negativos, ou não sabe lidar com a ansiedade,  ou não saber lidar com a depressão, a ideia de reconectar-se e aceitar as emoções desagradáveis ​​pode ser assustador. Mas se é o seu caso, se sente dificuldade em lidar com algumas destas coisas, está a tempo e tem agora a oportunidade de aprender a lidar com segurança com as suas experiências emocionais. Você pode mudar a forma de experienciar e responder às suas emoções.
O processo de sensibilização emocional envolve reconexão com todas as suas emoções nucleares, incluindo raiva, tristeza, medo, nojo, surpresa e alegria através de um processo de autoaceitação.

AO INICIAR ESTE PROCESSO, MANTENHA OS SEGUINTES FATOS EM MENTE:

As emoções vão e vêm rapidamente, se você deixar. Você pode ter a ideia  que uma vez que se reconecte e aceite as emoções que está evitando, vai ser preso com elas para sempre, mas que não é assim. Se não ficar obcecado com as suas emoções (normalmente as negativas), mesmo os sentimentos mais dolorosos e difíceis tendem a diminuir e a perder o poder de controlar a nossa atenção.
Quando os nossos sentimentos são libertados, as emoções nucleares de raiva, tristeza, medo e alegria vêm e vão rapidamente. Durante todo o dia, você vai ver, ler ou ouvir algo que momentaneamente desencadeia um forte sentimento de algum tipo. Mas se você não ficar demasiado apegado e não se focar apenas nesse sentimento (normalmente negativo), uma emoção diferente em breve tomará o seu lugar. Será tanto mais assim, quanto mais você acreditar que tem capacidade para focar a sua atenção em algo que pode promover um sentimento mais positivo.
A técnica é: Substituir intencionalmente um sentimento negativo e incomodativo por outro que possamos preferir. O que não deve fazer, é lutar contra o sentimento que o atrapalha, mas sim aceitá-lo enquanto experiência no seu corpo, e depois fazer coisas para substitui-lo por um mais agradável. Certamente estará a trabalhar no desenvolvimento da sua força emocional, e consequentemente a treiná-la.
O seu corpo fornece-lhe pistas acerca das suas emoções. As nossas emoções estão estreitamente alinhadas com as sensações físicas sentidas nos nossos corpos. Quando você experimenta uma emoção forte, você provavelmente também sente isso em algum lugar no seu corpo. Ao prestar atenção a essas sensações físicas, você pode entender melhor as suas emoções. Por exemplo, se você sente um aperto no seu estômago  cada vez que  passa algum tempo com uma pessoa especial, você pode concluir (através de uma apreciação errada) que sente-se desconfortável na presença dela, o que na verdade é falso. Expliquei este assunto no final do artigo:Honestidade emocional, uma mais valia para si e seus relacionamentos.
Com exceção de uma dor de cabeça, as sensações físicas são geralmente sentidas em algum lugar abaixo do seu pescoço. Os exemplos incluem:
  • Sensações no seu estômago
  • Tensão nos seus músculos
  • Instintos subtis para mover partes do seu corpo
  • Vislumbres ou “sentimentos viscerais”
Você não tem que escolher entre pensar e sentir. Através do desenvolvimento da consciência emocional, você pode conseguir tirar proveito de ambos, complementando a informação ao seu dispor para intencionalmente decidir que ações tomar. Você saberá o que está sentindo sem ter que pensar demasiado sobre isso e será ainda capaz de usar esses sinais emocionais para entender o que realmente está acontecendo numa situação e agir em conformidade. O objetivo é encontrar um equilíbrio entre o seu intelecto (capacidade de raciocínio) e as suas emoções. O fato é que a consciência emocional irá ajudá-lo a estabelecer limites saudáveis, comunicar-se bem com os outros, prever (até um determinado ponto) o que os outros vão fazer, e tomar melhores decisões.
A consciência emocional é uma habilidade que você pode aprender. A consciência emocional é uma habilidade, o que significa que, com paciência e prática, pode ser aprendida em qualquer momento da vida. Você desenvolve a consciência emocional, aprendendo a entrar em contato com as emoções negativas e incapacitantes e a lidar com os sentimentos desconfortáveis. Quando você sabe como fazer isso, pode tomar decisões deliberadas e ficar no controle, ao invés de tornar-se sobrecarregado, mesmo em situações muito difíceis.

CONCLUINDO

Os nossos sentimentos muitas vezes parecem-se com um cavalo selvagem, tomam conta de nós e julgamos não haver nada que as acalme, ficam desenfreadas. A única maneira de “domesticar” esses sentimentos é aprender a lidar com eles, enquanto toma consciência do seu impacto na forma como pensa e age.
A sensibilização emocional requer prática. Tal como no desenvolvimento da massa muscular na academia, quanto mais você exercitar as suas emoções, mais “músculo emocional” irá desenvolver. Certamente concordará que não se tornaria num fisioculturista após uma ida ao ginásio. Quanto mais você praticar consistentemente, maior serão as mudanças que vai experimentar na maneira de sentir, pensar e agir.
Não fuja das suas emoções  e sentimentos. Elas são suas, manifestam-se em si, fornecem-lhe informação. É essa informação que tem de saber interpretar e perceber, e a partir daí construir respostas que possam ser adequadas às situações que enfrenta.

    

"A saúde é o espelho do que pensamos" Deepak Chopra


Deepak Chopra

"A saúde é o espelho do que pensamos"
O famoso médico indiano afirma que os pensamentos interferem na maneira como o organismo funciona e defende que o melhor caminho para uma vida saudável é saber ouvir o próprio corpo
por Monique Oliveira
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INTEGRAÇÃO
O endocrinologista é a favor da união entre os tratamentos
da medicina ocidental com as terapias orientais
Antes de perguntar ao médico o que fazer para viver mais e com melhor qualidade de vida, faça essa pergunta ao seu próprio corpo. Descobrir como ele se sente antes da tomada de decisões é um dos segredos para conseguir adotar hábitos saudáveis e chegar a um estado de perfeita saúde. Essa é uma das principais posições do médico indiano Deepak Chopra, 65 anos, autor de livros como “As Sete Leis Espirituais do Sucesso” e “Conexão Saúde” e admirado por celebridades como a cantora Madonna e a apresentadora Oprah Winfrey.
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"Aparelhos de biofeedback dão uma medida do 
quanto um pensamento pode determinar uma 
resposta fisiológica e controlar uma doença"
O endocrinologista radicado nos Estados Unidos usa como base de seus tratamentos os princípios da medicina ayurvédica, criada há mais de cinco mil anos na Índia. Ela preconiza a prevenção das doenças por meio de uma sintonia entre o corpo e a mente que poderia ser obtida, por exemplo, com a prática da ioga e da meditação.
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"Um estudo mostrou que meditação e ioga podem
aumentar a quantidade de uma enzima associada
à proteção contra o envelhecimento precoce"
Em sua clínica na Califórnia, no entanto, o médico também se utiliza dos instrumentos da medicina ocidental quando acha necessário. É, por excelência, um defensor da medicina integrativa, uma corrente cada vez mais forte que prega a união entre os conhecimentos da medicina praticada no Ocidente com os recursos oferecidos por terapias como a acupuntura. “É preciso caminhar para uma integração de tratamentos”, defende. No sábado 26, Chopra é esperado para ser um dos principais palestrantes da primeira edição do Fórum da Saúde e Bem-Estar, evento organizado pelo Lide, Grupo de Líderes Empresariais, realizado em São Paulo. Antes de desembarcar no Brasil, o médico falou à ISTOÉ.
Embora o sr. tenha nascido na Índia, aprendeu a meditar em Boston, nos Estados Unidos. Também foi médico em tempo integral em um hospital de Massachusetts. Como foi sua transição da medicina convencional para a ayurvédica? 
DEEPAK CHOPRA -
Por meio da meditação, percebi que havia muitos mecanismos que a medicina não explicava porque olhava na direção errada. Ela, às vezes de modo eficaz, se concentra em um estado de doença, e não de saúde. Mas cheguei à conclusão de que a experiência da Ayurveda é simples, integrada. É um caminho de volta para o pleno funcionamento biológico. 
Mas seus princípios podem ser aplicados hoje, para o homem ocidental, com os mesmos efeitos? 
























































































DEEPAK CHOPRA -
Não só podem como estão sendo usados para isso. Os meus pacientes seguem as recomendações, são capazes de analisar a própria vida, ouvir o próprio corpo, controlar a hipertensão, a diabetes. Eles aprendem a prestar atenção no funcionamento do organismo. E hoje temos aparelhos de biofeedback que dão uma medida do quanto um pensamento e uma atitude podem determinar uma resposta fisiológica e controlar uma doença. Essa tecnologia comprova o que o corpo já sabia e que pode ser percebido em um estado de atenção. 
De que maneira isso melhora a saúde? 







































































DEEPAK CHOPRA -
A saúde é o espelho da nossa consciência, do que pensamos. Atualmente, estudos comprovam que pensamentos geram respostas fisiológicas correspondentes, que podem ser positivas ou negativas. Cada estado de humor fica impresso em nossas células. Mas temos a capacidade de controlar algumas reações do organismo por meio do domínio dos pensamentos.
Como fazer isso?



































































DEEPAK CHOPRA -
Pode-se voltar a atenção para si mesmo, pensar na qualidade dos relacionamentos, questionar o próprio corpo e relacionar o bem-estar com as escolhas diárias. Tudo isso não é feito de uma maneira estritamente racional, mas com o pensamento que passa pela intuição do organismo sobre o que é a saúde ou simplesmente nos perguntando se estamos bem ou não.
O que significa não pensar de uma maneira racional? O que é esse pensamento? Intuitivo? 
DEEPAK CHOPRA -
É um processo que nos livra dos condicionamentos. É preciso alguma inocência para ouvir o corpo. 
Uma técnica descrita em um dos seus livros para auxiliar a prática de uma vida saudável é justamente perguntar ao corpo, antes de uma tomada de decisão, se ele se sente confortável com aquela escolha. De que modo isso é benéfico?  
DEEPAK CHOPRA -
 A resposta de conforto é uma medida do que nos é caro, do que nos é saudável, do que irá produzir uma sensação de bem-estar. Ela nos livra da dúvida, de um peso e nos coloca na direção da saúde.
Para o tratamento de muitas doenças crônicas, como a diabetes e a hipertensão, os médicos frisam a importância de adotar hábitos mais saudáveis. Mas muitos não conseguem. O que poderia ajudá-los? 
DEEPAK CHOPRA -
Posso dar alguns mecanismos: atenção, repetição, foco no presente e o entendimento de que o novo hábito a ser instaurado é bom. Quando ele se instaura, a consciência consegue encontrar um canal para se sentir bem. Sem o hábito, o corpo se esforça para atender a consciência e, numa mente voltada para o cigarro e o álcool, por exemplo, vai se flexibilizar ao máximo até chegar à exaustão, dando espaço a doenças.  
Qual a sua opinião sobre a medicina ocidental? 















































DEEPAK CHOPRA -
Há muitos tratamentos válidos que ajudam o corpo físico a combater uma enfermidade já instaurada, mas eles obtêm comprovadamente mais sucesso quando integrados a outras terapias. É preciso caminhar para uma integração de terapias. O problema é que algumas vezes a ciência do Ocidente se pauta em modelos reducionistas e a natureza não funciona dessa maneira. É preciso entender quando há outros mecanismos relacionados que, de algum modo, também podem intervir no processo de uma cura. É o que a medicina integrativa, na tentativa de unir essas terapias, está querendo mudar. 
Pode citar exemplos de comprovação científica de bons resultados dessa integração?



DEEPAK CHOPRA -
Um estudo publicado na revista científica “The Lancet Oncology” mostrou que técnicas de meditação e ioga podem aumentar a quantidade de telomerase, enzima associada à proteção contra o envelhecimento precoce. Ela é responsável pelo aumento do comprimento dos telômeros, estruturas presentes nos extremos dos cromossomos cujo encurtamento está ligado ao envelhecimento e ao surgimento de males como o câncer. Em um outro extremo, uma pesquisa divulgada no “The New England Journal of Medicine” mostrou que a cirurgia de ponte de safena feita apenas como um recurso de prevenção em pacientes estáveis só conseguiu aumentar a expectativa de vida em 3% dos indivíduos que passaram pelo procedimento. 
Qual seria o tratamento indicado para doenças crônicas? 
DEEPAK CHOPRA -

Hoje, sabe-se que 95% dessas enfermidades são motivadas por fatores que envolvem um estresse sobre o organismo. A medicina ocidental é capaz de dar uma resposta positiva imediata para médicos e pacientes com drogas e tratamentos comprovadamente capazes de reduzir um tumor, por exemplo. Essa intervenção mais urgente é necessária em alguns casos, mas em outros ela é dispensável porque é preciso fazer uma análise mais profunda sobre as origens da doença e ter uma atitude de cura, de saúde, com alimentação adequada e bons relacionamentos.
No seu livro “Cura Quântica”, o sr. descreve o caso de uma paciente com câncer de mama que acabou curada submetendo-se à quimioterapia e às técnicas da medicina ayurvédica. E, embora o câncer dela tenha tido remissão, ela continuou com a quimioterapia. Por que isso aconteceu? 
DEEPAK CHOPRA -
As pessoas tomam decisões baseadas naquilo que confiam, no que acreditam ser válido para a situação que enfrentam. É uma avaliação difícil. Eu faria uma análise diferente. 
O sr. não teme que seus pacientes deixem de seguir os tratamentos convencionais, abandonando os remédios, por exemplo?
DEEPAK CHOPRA -
Não é essa a minha orientação.  
IEm “As Leis Espirituais do Sucesso”, o sr. descreve a necessidade de não darmos importância aos resultados. Este seria o caminho para que eles, os resultados, de fato sejam obtidos. Pode explicar isso?
DEEPAK CHOPRA -
É o que chamo de lei do desprendimento. O desprendimento dá espaço para a fé enquanto o apego aos resultados abre caminho ao medo e à insegurança. Quando você se prende ao resultado, opta por um símbolo que limita a natureza. A ordem natural tem uma ação que vai muito além de variáveis usadas para quantificar o efeito de um tratamento, por exemplo. O desprendimento dá espaço para uma busca profunda pelo bem-estar.  

Hoje a medicina sabe sobre o peso das emoções na nossa saúde. Mas, de alguma maneira, não estamos conseguindo chegar a uma vida sem estresse. Onde estamos falhando? 
DEEPAK CHOPRA -
É um caminho que cada um precisa trilhar, questionar de que modo algumas escolhas se refletem na saúde. Há pessoas conseguindo fazer isso com muito sucesso.
 Para alguns de seus pacientes que sofrem de insônia, o sr. recomenda, como tratamento, permanecer acordado de 48 a 56 horas. Como isso funciona? 
DEEPAK CHOPRA -
Essas pessoas estão em desequilíbrio biológico. Ficar em vigília por mais tempo comprovadamente renova o organismo e proporciona um recomeço.